PROFESSORA DA FACENE DEFENDEU TESE DE DOUTORADO EM CHÂTENAY- MALABRY NA FRANÇA

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A professora Andreza Rochelle do Vale Morais, defendeu neste dia 20 de outubro de 2017 na modalidade cotutela, uma tese, na qual permite que o estudante de doutorado apresente sua pesquisa sob a supervisão de dois orientadores, um do seu país de origem, e o outro de um país estrangeiro. Andreza Rochelle do Vale Morais, foi orientada pelo professor Eryvaldo Sócrates Tabosa do Egito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no Programa de Nanotecnologia farmacêutica. E por Gillian Barratt, da  Université Paris Saclay na École doctorale Innovation Thérapeutique.

A tese defendia tem como título “Intérêt de la lyophilisation pour  améliorer la stabilité des microémulsions  charges en Amphotéricine B destinées au traitement de la leishmaniose” (Liofilização para Aumentar a Estabilidade de Microemulsão contendo Anfotericina B para o tratamento da Leishimaniose), na qual trata-se de um estudo sobre a leishmaniose visceral, uma doença tropical negligenciada que pode ser fatal se não tratada. A Anfotericina B (AmB), um antifúngico, é eficiente no tratamento desta doença, porém o seu elevado custo ou sua alta toxicidade torna necessário o desenvolvimento de novos sistemas terapêuticos para solucionar tais inconvenientes. Nesse contexto, a pesquisa tem como objetivo principal, desenvolver e avaliar a atividade e toxicidade in vitro e in vivo da A-AmB e da MEAmB contra Leishamania donovani (LV9), além de otimizar um sistema microemulsionado liofilizado contendo Anfotericina (AmB).

Os resultados não apresentaram diferenças significativas entre as atividades das amostras contendo AmB, e, com relação a toxicidade, não mostraram diferenças expressivas capazes de causar uma disfunção renal ou hepática. Portanto, tanto a A-AmB como a MEAmB podem ser usadas como alternativa no tratamento contra Leishamania donovani LV9, apresentando a vantagem sobre o Ambisome, medicamento antifúngico, devido aos menores custos de suas produções.

Em conversa com a professora, que está na Facene desde 2016, destacou que “Me senti feliz por estar realizando um sonho de ser doutora e ainda mais ter esse título por duas universidades, uma brasileira e outra francesa. Claro que me senti nervosa no momento, principalmente por na banca estarem pesquisadores renomados mundialmente e por estar defendendo em outro idioma, mas tudo ocorreu bem”.

Desse modo, a pesquisa da professora se torna de grande importância para a área da saúde, bem como para sociedade, que precisa conhecer as doenças, e dos riscos que ela pode causar e das suas forma de tratamento.

 

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